Wagner-BA, sábado, 22 de setembro de 2018
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Jovens realizam intervenções cênicas de Teatro Invisível nas ruas de Wagner

O que você faria se encontrasse diversas pessoas feridas, sujas e vestidas de farrapos nas ruas da sua cidade? Você seria capaz de vestir-se de mendigo para sentir por um momento qual a sensação? Vista a roupa do outro e verás um pouco do que ele sente. Foi com esse objetivo que vários jovens da Cia Estátuas Ambulantes e Cia Guerreiros da arte decidiram fazer uma intervenção cênica na feira livre de Wagner no último sábado (07-04-2018).

Os jovens estavam disfarçados de mendigos com maquiagens excêntricas, roupas esfarrapadas e semblantes de desprezo observando a reação do público que se manifestavam de maneiras distintas: medo, pena, nojo ou solidariedade.

O objetivo do trabalho artístico era o experimento de uma técnica teatral conhecida como Teatro Invisível. Consiste na encenação de um roteiro em um local que não seja o palco de um teatro, diante de pessoas que não estejam conscientes de que se trata de uma apresentação artística. Pode ocorrer dentro de um ônibus, de um restaurante, no centro da cidade, num supermercado, numa fila de banco. O espectador viverá a situação como se ela fosse real, até o momento em que a “farsa” é revelada, o que nem sempre precisa acontecer.

A ideia da intervenção cênica nas ruas de Wagner nasceu a partir de um curso de teatro que aconteceu entre os dias 02 e 06-04 envolvendo os grupos teatrais de Wagner e estudantes da rede municipal (Escola Adalgisa, Che Guevara e escola Violeta). O curso foi coordenado pela Direção de Cultura e ministrado pelo ator e professor Artur Oliveira de Morro do Chapéu que doou um pouco do seu conhecimento a essa turma que está abraçando o teatro como um instrumento educativo e de transformação social. O propósito é o domínio de técnicas teatrais e a intervenção cênica com temas diversos gerando conhecimento e interação.

O Teatro Invisível acontece no espaço público em frente de espectadores que não sabem que são espectadores. O nome do criador dessa vertente teatral é o teatrólogo brasileiro Augusto Boal (1931-2009) autor da frase “Ser cidadão não é viver em sociedade, é transformá-la”.

Asscom/Wagner

Com Raumi Souza

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